domingo, 20 de julho de 2014

Especial - Pra não dizer que não falei dos amigos

Bom, eu sei muito bem que só os mais velhos vão entender esse título, e não estou com vontade de explicá-lo, falando francamente... vou deixar para explicar depois! Pra variar, estava agindo feito desocupada surfando na rede, quando me deparei com o primeiro vídeo oficial da Gi Melanda, que vou deixar aqui, porque... porque eu quis e tem a divulgação do meu blog nele #interesseira. Assim, basicamente, eu concordo com muita coisa do vídeo, só não concordo com uma coisa, que aí é pessoal. É a questão do amigo virtual. E resolvi escrever sobre essa questão dos amigos, mesmo que meus amigos de vida real saibam como me sinto em relação a eles, é bom reforçar. Já meus amigos virtuais podem ter um mix de sentimentos! Mas antes... o vídeo!


Sabe, tem pessoas com quem você se identifica, com quem compartilha segredos, planos, sonhos... até mesmo compartilha seu lado obscuro. Essas pessoas são seus amigos, sim. Vou pedir desculpa para a pessoa por tocar na ferida, mas eu conheci um cara pela internet e nós ficamos amigos, amigos de verdade, de trocar confidências. Ele lia meus lamentos, eu lia os dele. Nós dois nos ajudamos a melhorar a autoestima, e sequer havíamos nos visto. Quando nos vimos, foi um momento rápido, mas mágico. Já éramos amigos, já sabíamos como o outro iria agir (apesar de ainda ficar aquele nervosismo). Essa pessoa se tornou meu primeiro namorado em vida real (porque tive namorados de jogo antes dele). Não era só namoro virtual. Nós dois pegávamos condução para nos encontrarmos no bairro otaku de São Paulo na Liberdade, eu vinha da minha Mogi querida de trem, ele vinha de um lugar do sul da capital, que não vou citar onde é... mas, antes daquilo, nossa amizade era completamente virtual. Por força das circunstâncias, não sei se ainda nos chamamos de amigos, mas ele com certeza continua sendo uma pessoa querida. Tenho outros amigos que só vi uma vez ou duas, alguns que nunca vi, mas continuam na minha vida da mesma forma, mas eles me levantaram quando precisei tanto quanto amigos que vejo todos os dias. Aliás, quando estava na maior mudança da minha adolescência, que foi a mudança de escola, quem me apoiou foi um grupo de amigos virtuais (entre eles, esse que virou meu ex). Claro, amigo é uma palavra forte, com peso, mas acho que tudo é uma questão de porcentagem e situação. Com a internet, você consegue ter mais de 8 mil amigos.


Enfim, voltando... você consegue ter um grande contingente de pessoas com quem você vai conversar sobre variedades, discutir política, futebol, religião... uma infinidade de coisas! Mas quem disse que são seus amigos? Esses, sim, são colegas. Agora, tem pessoas que realmente compreendem seus sentimentos e estão ali... eles acabam pegando ônibus e trens pra te ver bem. A convivência virtual é um fato! Eu não me considero amiga de todos os que ajudo, porque não acho que mereça esse título, ainda que me falem que é esse lugar que ocupo em seus corações. Sou amigável, mas ser amiga é algo forte, traz a responsabilidade de um cuidado que, muitas vezes, não posso ter, porque estou distante e não sei o que meus atos podem trazer. O contrário também pode ser verdade, uma pessoa que eu considero como meu amigo virtual pode não se considerar assim. Mas é o quanto de responsabilidade você consegue trazer para si que define essa amizade. Tenho amigos na vida real com quem só posso falar via internet. Eles realmente são amigos, muitas vezes de longa data (como é o caso de um com quem tenho amizade faz 13 anos), mas que as circunstâncias não permitem o contato todo dia. Deixou de ser amigo? Não. Continuo com a mesma disposição de ir ao encontro deles se precisarem, só não tenho como visitar sempre. Tem muitos tipos de amigos, e então pensei: poxa, são mais de meia-noite, vou fazer essa postagem enorme no blog, algumas pessoas vão ler... e?... já acabou o Dia do Amigo. Mas aí me lembrei de que posso fazer um especial "Semana do Amigo", porque se a Giovana já disse que é uma data que comemoram mais de 300 dias por ano, essa semana também conta, né? Já fiz uma postagem sobre amigas que são ameaças, mas essas postagens serão diferentes: elas abordarão sobre alguns tipos de amigos e vou falar um pouco da minha experiência pessoal com cada tipo, porque vocês vão ver que minha base pra alguns é por meio de outras pessoas. Enfim, vou falar de amigo da rua, do bairro, da escola, da faculdade, de internet, de outra cidade... e vou terminar com uma postagem bônus sobre a Friendzone! Por quê??????

Imagination - Porque eu não tenho imaginação!
Criei esse meme no memegenerator.net
Mas vamos fingir que falamos sério: tem coisa que represente mais a amizade em sua essência que a Friendzone? (Sim, todo o resto, porque Friendzone é o novo nome pro atual Regime de Escravidão Adolescente). Sendo assim, a primeira postagem vai ser sobre amigos que são vizinhos. Que lindo isso, vou chorar.


Só mais uma coisa, queria agradecer a todos os meus abiguinhos que estão cada vez mais apoiando esse projetinho simples que é meu blog. Posto para vocês e com todo meu coração!

Tenha uma boa semana (:



Nota da autora:
Eu não consegui levar adiante as postagens sobre amigos por problemas estritamente pessoais. Portanto, levarei adiante essas postagens, sim, mas em datas diversas, conforme disponibilidade, porque amigo a gente tem que homenagear todo dia mesmo, ou quando pode mesmo!

Porém, o especial da Friendzone será uma postagem especial, que sai nessa semana do dia 04/Agosto/2014. Obrigada.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ajuda aí, pessoal! #1 - Vai, Gi!

Vamos lá, vou fazer uma recomendação aqui, porque é legal fazer isso de vez em quando.

Pessoas, estou aqui para divulgar uma vlogueira que está começando. O primeiro vídeo dela foi postado no Facebook, e já rendeu elogios, críticas, culpa no cartório, butthurt e até ameaça. Ou seja, é bom! Brincadeira, eu vi o vídeo e realmente achei que a opinião dela foi boa, digna dos butthurts que tiveram, hahahahahaha! Ai, eu não aguento! É de polêmica que a arte sobrevive. Enfim, aqui está o vídeo de apresentação da Giovana.



E palmas pra dona Giovana, que tem uma coragem tremenda de dar a cara a tapa e iniciar um vlog mesmo nessa época em que o haterismo está em alta.








Aplaudir não vai matar, Hitler!

Bjs, vlw, flws!
Tenham uma boa semana! (:

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Mulher e Futebol... combina, sim!

Assim, essa postagem foi um pedido da minha soul sister, Vivi, coisa mais fofa de minha vida. Então, vamos falar desta que é uma menina bonita, engraçada, meio doida da cabeça, mas, mais do que isso, Vivi ama futebol... Vivi entende de futebol... Vivi é fanática pelo jogo, não pelos jogadores. Ela passa aqueles 90 minutos analisando a partida, não o porte dos jogadores. Ela conversa sobre passes, dribles, firulas, gols, impedimentos... ela sabe a regra do impedimento! Aplausos pra Vivi!!


Pois é, moços, ela faz parte de um grupo não raro de mulheres que entendem de futebol! Então, por que são raros os homens que escutam a opinião de Vivi e dessas mulheres?

Acho que seria fácil falar de machismo no futebol, de preconceito, do tanto que os homens são babacas e acham que só eles devem entender de futebol, enquanto mulher só serve pra levar amendoim... mas é tudo balela isso. Sociedade patriarcal em pleno Século XXI é aquela em que as mulheres são machistas junto com um grupo de homens retrógrados, uns trogloditas dos anos 20. Homem que é homem, hoje em dia, sabe escutar palpite de mulher, sim! Agora... por que, então, Vivi não se sente escutada? Pois é, queridos, Vivi ainda não é escutada. Minha opinião? Ela é bonita demais pra saber de futebol. Brincadeiras à parte, com quem as mulheres vão conversar durante uma partida? Na boa, ela pode estar em um grupo de homens, todos assistindo ao mesmo jogo, mas eles só sabem escutar, nessas horas, o som de vozes graves. Sim, meus amores, assim como mulheres possuem um ouvido sensível a sons agudos quando viram mães, homens possuem um ouvido sensível a vozes graves durante um jogo. Okay, isso é mentira. Mas o fato é que elas acabam, sim, sendo ignoradas pelos homens enquanto eles assistem futebol. Assim como qualquer outro homem é ignorado pelo amigo! Já pararam pra reparar em homens conversando durante o jogo? Não existe conversa. Cada um solta o que bem entende! "Esse juiz tá roubando!" "Meu Deus, esse técnico sabe o que tá fazendo?" É um conjunto de monólogos. Mas, na boa, mulher que gosta de futebol faz a mesma coisa. Minha amada mãezinha grita tanto em jogo que minha amada filha falava pra ela "Calma, vovó!" o tempo todo (pelo que me contaram). Gente, durante a adrenalina de qualquer coisa, escutar é uma das capacidades do ser humano que só vai focar em UMA coisa, que é o momento. Assim como a visão, a audição está trabalhando a mil pra proporcionar ao ser humano ali presente um momento único... porque cada partida é diferente da outra. Tá, essa é minha opinião DURANTE a partida... mas e depois? E quando começam as discussões e mesas redondas? Por que Vivi ainda não é escutada?


Bom, eu ainda não vou falar "sociedade patriarcal". Ainda acho esse termo horrível depois de ver que as mulheres estão conquistando, sim, seu lugar de direito nos campos e nas mesas redondas. Mas aí tem os três pontos que me foram passados.

1 - "Mulher entende de escalação, regras e acompanha com o mesmo interesse masculino."


Isso é verdade! As mulheres são capazes de manter uma conversa sobre time. Se você tem uma família só de mulheres, como é a da minha mãe (sim, oficialmente, só tem dois homens ali, e um deles é bebê). Você vai ver que elas vão começar a conversar durante o jogo e falar que o juiz está roubando tanto quanto qualquer homem. E uma coisa, moços: mulher tem memória boa para aquilo que ela gosta. Vocês não falam que elas conseguem decorar todos os nomes de cores e esmaltes do mundo? Pois é, se ela não gosta de esmalte, mas gosta de futebol, ela vai se lembrar de tudo sobre futebol! Aliás, a memória delas permite que elas guardem todas as datas de aniversário de família e amigos, cores de esmalte, escalação de time, regras de futebol, regras de etiqueta e marcas de sapato, tudo de uma vez. Não sou homem, não sei se eles também conseguem (o exemplo que tenho é meu noivo, que é uma incompetência com datas, RG, CPF, senhas e tudo que não seja dele... aliás, ele esquece a própria data de aniversário... e meu pai, que era o total oposto e se lembrava de tudo). Mas posso dizer que as mulheres, quando se interessam, se interessam de verdade. Fazem questão de se lembrarem dos ínfimos detalhes.

2 - "Discriminação em relação ao fato de ela entender e ser subestimada por ser mulher e 'não saber argumentar sobre o jogo'."


Meus queridos, na boa, se vocês ainda descartam a opinião de uma mulher, só por ela ser mulher, comecem a rever alguns conceitos. Século XXI, saiam dessa mentalidade tão Anos 20. Se uma mulher entende de futebol, ela deixa de ser mulher? Ela passa a ser algum ser amorfo digno da sua mais horrível expressão de desgosto e dessa sua cara feia olhando torto pra ela? Olha, eu acho que não. Ela continua sendo um ser humano do sexo feminino, e ela pode, sim, continuar sendo feminina. E mais, como assim "mulher não sabe argumentar sobre o jogo"? Meu querido, se tem uma coisa que toda mulher já nasce com é o "Botão do Pitaco". Pra dar palpite certeiro, tem que ser uma mulher. Elas pegam detalhes, analisam detalhes, como não vão saber argumentar? Parem para escutar uma mulher falando sobre futebol pelo menos uma vez na sua vida. Nessa Copa, eu escutei minha mãe falando, e na boa, dei uma olhada e as coisas que ela falava eram análises dignas de mesa-redonda. Desculpa, mas acho que isso é saber argumentar.

3 - "Mulher que entende de futebol é tida como beija garotas."


Não, honestamente, se ela beija garotas, garotos, os dois ou nenhum... isso é problema dela! E é uma particularidade dela que você não deve julgar, ainda mais de forma precipitada. É a mesma coisa que falar que todo estilista, maquiador, cabeleireiro é beija rapazes. Se você pensa dessa forma, pegue a máquina do tempo mais próxima e volte para 1920. Sua orientação sexual não diz NADA sobre seus gostos, sejam eles musicais, de passatempo ou até vestimenta. Sabe, isso pra mim parece uma desculpa pra menosprezar o conhecimento dela. Assim, o futebol ainda é um esporte de maioria masculina, e o espaço que as mulheres estão ganhando dentro e fora dos campos pode assustar até homens que não são machistas. Aí, os que tem medo de perderem esse espaço começam a agir feito trogloditas, retrógrados. É só ter paciência, eles vão aprender. Os que não mudarem a mentalidade, aí sim, são machistas mesmo, acham que mulher tem que servir amendoim e cerveja na hora do jogo e ir lavar uma louça. Vai gastar saliva com um cara desse? Eu nem tentaria.


A dica que eu dou para as mulheres, moças e meninas que entendem e gostam de futebol é que não tentem gritar mais alto que os homens. Só grita quem não sabe do que está falando, e vocês sabem. Mantenham o tom de voz normal quando forem dar palpite, e se o juiz roubar, aí podem gritar e xingar bastante, mas cuidado pra não ficarem roucas. Poupem a voz pras conversas pós-jogo. Se vocês querem atenção na hora de dar palpite, eu não tenho uma dica para isso, cada homem funciona de um jeito, então, cada homem vai dar atenção de um jeito. Apenas não esquentem. Não é só no futebol. Acham que é fácil ser expert num jogo de maioria masculina? Pois é, eu jogo Ragnarok faz mais de 9 anos, nem por isso consigo ser ouvida. Aliás, pior ainda, não consigo ser lida, porque os caras ignoram mesmo! Agora, depois de muito tempo, consegui meu espacinho em um servidor de gente muito do bem. Tiveram pessoas que me escutavam, mas não eram muitas. Continuem falando o que pensam, continuem fazendo suas análises. Esse mundo ainda tem jeito, é só ver que até a Globo tem apresentadoras mulheres em seus programas esportivos, e elas dão palpite, sim! Treinem a boa e velha paciência, o resto se ajeita sozinho.

Moços, as moças vibram com um gol tanto quanto vocês! Só ver a Marta, ela comemora tanto quanto qualquer cara.


Tenham uma boa semana! (: