Esse texto é meio que um desabafo, pra variar. Quem me conhece, sabe o quanto A-M-O músicas, e que poderia chamar minha vida de musical, se todos ao meu redor cantassem comigo. Cantar os momentos felizes, tristes, pensativos. Tenho uma música para cada coisa. Sim, tenho música de ex também. E tem algumas (não necessariamente de ex) que simplesmente não consigo ouvir sem ficar brava, mal, ressentida e etc. (Sim, amados, também sou humana, pasmem.) Um exemplo é a música Sutilmente, do Skank, que foi tema do meu último ex. Depois que eu fui "abrindo os olhos", fui pegando raiva dessa música, o que é uma pena, a letra é fofinha. É tosco pegar raiva de uma música? Sim, mas não é "voluntário". Tanto que eu só tenho raiva DESSA música, porque outros ex tem músicas dedicadas a eles e ainda assim eu continuo escutando numa boa. Esse aí que foi infeliz. Quanto às outras, posso dizer que sentimentos diversos me passam quando as escuto, e fim. Chega de falar dessa parte deprê.
| E não vai ser da Tekpix. |
Tem também aquelas músicas que nos trazem sensações boas, como as que o novo amor nos manda, aquela música do primeiro beijo, aquela coisa linda... ou as músicas do seu filme preferido... sempre tem aquele sentimento! E que sentimento! Você não sabe se está mais apaixonado pela música ou pela pessoa! O tempo passa, o sentimento tende a aumentar, diminuir, permanecer, se tornar instável, estável, doentio, seja lá o que for! E a grande novidade: aquela música vai te passar exatamente o sentimento que você sente pela pessoa. Por quê?? Porque é um reflexo involuntário. Aquela música É a pessoa, assim como o ursinho que você ganhou dela e etc. Se você quer se livrar do ursinho, por que não da música?
Estive pensando muito a esse respeito ultimamente. Você dedica uma música para uma pessoa, exatamente porque você gosta dessa música, ela é bonita, ela faz você se lembrar desse indivíduo. A música, sozinha, passa um sentimento muito bom! E aí o reflexo de um relacionamento faz com que essa mesma coisinha inanimada, produto de uma composição, fruto do esforço alheio, ganhe muito significado, ou perca todo ele! A gente se deixa sentir demais, sei lá... pode ser que esse reflexo nada mais seja que um meio de desabafar! Você joga todos os seus sentimentos ruins naquele som, como se ele fosse o culpado, como se você estivesse batendo na pessoa, ou botando pra fora a situação ruim...
Foi pensando nisso que estou aqui, deixando um pequeno texto de autoria própria:
"No primeiro dia, ligou o rádio. Tudo estava calmo, até que uma música em especial começou a tocar. Não tinha nada muito novo, era a mesma letra melosa que todas as outras, mas trazia consigo a melodia da primeira dança, as primeiras palavras de amor trocadas e um refrão contagiado pela emoção do primeiro beijo. Desligou o rádio. No segundo dia, ligou novamente o rádio. A mesma música... ela não desligou o aparelho, resolveu escutar até o final. Seus olhos, cheios de lágrimas ressentidas. No terceiro dia, não quis ligar o rádio, estava com medo de escutar aquela música. Colocou uma playlist no computador, era melhor assim. Ainda que estivesse cansada daquela playlist, qualquer coisa era melhor que aquela tortura com rimas. No quarto dia, ficou sem música. Resolveu abster-se de uma vez por todas. A letra daquela maldição sonora invadiu sua cabeça, e ela começou a chorar mesmo assim. No quinto dia, procurou de novo a letra daquela música e começou a ler cada pedaço. Aquilo, para ela, era uma mentira. Ficou com raiva, desligou o computador, resolveu sair de casa para não pensar mais naquilo. No sexto dia, resolveu ter uma overdose daquela música. Escutou o dia inteiro, cantou, bateu na parede, chorou, esbravejou, amaldiçoou a todos. Caiu num canto da sala e desmaiou de cansaço. Sonhou. Naquele sonho, a mesma música, a mesma dança, as mesmas palavras, o mesmo beijo... mas não havia a mesma reação. Ela estava triste. Quando acordou, no sétimo dia, pensou muito naquela cena, e em tudo o que se sucedeu depois dela. Os dois brigaram muito, discutiram por minúcias, havia ciúme... e a letra daquela música era possessiva, instigava tudo aquilo que havia de pior em um relacionamento. Então, a culpa era da música. Se tivessem escutado uma que falasse de amor com liberdade... espera, mas existe música que fala de amor com liberdade? Não... ela não achava que havia. Toda música de amor é intensa e possessiva. Foi o que ela quis pensar, e nunca mais procurou por músicas de amor em sua vida."
Não quero boicotar as músicas de amor, acho todas lindas, maravilhosas, fofas e kawaii (bonitinhas, em japonês), o que eu fiz aqui foi: mostrar uma mulher que sofreu no relacionamento e descontou tudo na música. Pensem se esse é um final feliz ou triste, porque vou guardar minha opinião sobre esse texto para mim, quero ver o que vocês acham.
Tenham uma boa semana! (:
