quarta-feira, 6 de maio de 2015

Você tem uns minutinhos pra ver minha pesquisa sobre padrão?

Acho que vou ter que colocar minha famigerada plaquinha aqui:


Bom, não sei quem se lembra da a minha postagem sobre a página Spotted, que funciona como uma espécie de página de paquera, que você manda recadinho praquela pessoinha e etc, enfim... mesmo quem não se lembra, se quiser procurar, procure, se não quiser, pode continuar a leitura que não vai influenciar em nada. A questão é que eu sempre olho a página do Spotted, e sempre tem aquela coisa de "ai, que gente chata, só curte padrão". Bom, como eu ACOMPANHO a página, primeiro eram os sarados, passou pros cabeludos barbudos, aí volta pros sarados. No caso das meninas, são sempre as mesmas, e todas magras. Gente, eu não sou magra, nunca serei magra, vivo falando aqui no blog, meu tipo físico não permite, mesmo que eu emagreça horrores. Nunca terei uma "aparência magra", e nem gosto, não seria "eu".

Enfim, vi uma mensagem de um cara e ele disse que se sente um lixo por não ver o "tipo dele" na página. Eu meio que perdi a paciência e soltei umas opiniões ali, mas vamos fazer isso direito. Migo, essa postagem vai pra você, okay?

Tamo juntas! (L)'

Bom, vou pegar o que falei aqui e alongar um pouquinho:
É irônico reclamarmos das pessoas que procuram um padrão, quando nós mesmos procuramos um padrão. Não me levem a mal, vamos deixar as coisas claras: o que a sociedade impõe como padrão de beleza não existe, exatamente pelo que vou explicar com a seguinte imagem...


Ai, como eu amey essa ibagem! *-*
Colocando isso em evidência, continuemos! Você, eu, sua mãe, seu cachorro, todos temos nossas preferências! Vamos de exemplo? Você gosta de chocolate, eu gosto de baunilha, sua mãe gosta de pistache e seu cachorro não gosta, mas é tudo sorvete do mesmo jeito! Não entendeu? Vamos alongar o assunto, calma.

Primeiro, coloquemos a situação:
Você é uma pessoa "fora de padrão", ou seja, longe daquele tipo de padrão exposto na mídia. Você não é a ruiva gostosa, a morena com cintura e bunda, a loira magrinha, o cara sarado... sei lá. Deixa eu pegar o meu caso: gorda, cabelo curto e que não se define entre enrolado e ondulado, cara de bolacha Trakinas com nariz de batata, tenho o famoso P&B. Ou seja, tirando o P&B, não era para ter nenhum "atrativo" se fosse pelo padrão. Aliás, até uns tempos atrás, ser magra de tudo era o padrão... ainda assim, consegui ter lá minha cota de encontros, namorados, rolos e os famosos "é complicado". Passei por um longo processo de autoaceitação, uma dolorosa transição de "a gordinha da escola" para "uma mulher confiante"... e não tive amor próprio declarado até um ano atrás, quando tive a famosa "intervenção". Uma amiga, minha esposa de carreira, dona Lika Sagi, foi a principal responsável pelo resgate da minha autoestima, mas ainda sou uma pessoa insegura, porque é necessário mais tempo, vocês sabem. Mas, até conseguirmos colocar as coisas na cabeça, é ÓBVIO que sempre tem aqueles dias em que "lixo" é aquela palavra que nos define. Não é de propósito, apenas nos sentimos assim! Aí, existem jeitos de lidarmos com isso:
- debulhamo-nos em lágrimas;
- reclamamos do padrão vigente, falando que é feio;
- fazemos pouco de pessoas padrão;
- enaltecemos nossa inteligência;
- viramos pessoas "com personalidade", os famosos "ai, como você é engraçado";
- conformamo-nos;
- tentamos nos mudar;
- mandamos tudo àquele lugar;
- apostamos na nossa personalidade "marcante";
- colocamos foco nos nossos pontos positivos.

E aí tem as vertentes de cada um desses itens, não vou entrar nesse mérito, ou vocês vão se cansar!
O fato é: o padrão vigente nada mais é que uma projeção comercial. Se inventam um creme novo, o padrão é um rosto jovem, sem rugas. Ou ainda a indústria da moda lança um perfil de beleza totalmente de acordo com a roupa que está em alta. Entendem? As camisas ficaram em alta, aí aparece o visual "lenhador". Esse ano, tem muito preto nas coleções de inverno, aí colocam rock no meio, mas aquele rock esteriotipado. Teve o vintage? Cabelos vintage. Eles enaltecem esteriótipos para vender. Alguma dúvida até aqui? Bom, quem tiver, manda no e-mail ou deixa nos comentários.

Mas e aí? Falei esse monte de coisa, aonde estou querendo chegar? Deixa o Boromir explicar:

one-does-not-simply-a - Não se diz que o padrão da mídia É o mesmo que o gosto da maioria
Eles não são sinônimos, bro!
E como eu sei disso? Easy! Saí perguntando! De acordo com um questionário envolvendo apenas as pessoas da minha faculdade, não é bem assim essa coisa de "padrão". Vou colocar uma transição aqui e vamos falar dos resultados da minha pesquisinha, okay?

#Bátima

Enfim, onde eu estava mesmo? Ah, sim a pesquisa! Bom, vamos começar do começo. A primeira pergunta foi, óbvio, quem estava respondendo. Mas coloquei da seguinte forma: "pode responder com gênero biológico ou de identificação". Então, não tenho como dizer se foi mais menininho ou menininha, mas posso afirmar que a maioria se identifica dentro do sexo feminino (66%, os outros 34% se identificam como homens).

A partir disso, vou colocar outros dados, okay? Vocês vão formando suas próprias conclusões, óbvio, e eu vou falando as minhas. A faixa etária é 17 a 30 anos, sendo que a maioria tem entre (#CapitãoÓbvio) 18 e 19 anos.

Bom, perguntei por preferência, e foi bem diversificado, fiquei até impressionada.

Moços:
Heterossexuais = 45,4%
Homossexuais = 36,4%
Bissexuais = 18,2%

Moças:
Heterossexuais = 81,8%
Homossexuais = 4,6%
Bissexuais = 13,6%

Interessante, né? Também achei. Mas isso apenas mostra quem é o público que acompanha o Spotted (onde postei a pesquisa) E quis fazer a pesquisa, ou seja, uma amostragem pequena. Então, pra que quero esses dados? Para colocar o resto do estudo. Espera, pessoal, vou chegar a uma conclusão.

Quanto a pessoa acompanha mídia (pode ser mídia tanto dentro quanto fora da internet, isso a maioria entendeu):
Sempre ou muito = 60,6%
Mais ou menos, pouco ou nada = 39,4%

Quanto entende sobre o padrão de beleza atual:
Muito = 27,3%
Razoável = 60,6%
Pouco = 12,1%

E vamos aos finalmentes: a parte totalmente subjetiva!

O que as pessoas acham que é um padrão de beleza atual:
A maioria esmagadora colocou modelos "fitness", que são aqueles de academia. Seguido de homens modelo "lenhador" e mulheres corpo "panicat" (na minha concepção, tem uma diferença entre panicat e fitness, só pra constar). Apenas uma pessoa citou plus size, mas ainda tem que ser o "plus size sexy"! E uma coisa que eu achei interessante foi colocarem "pele branca" como padrão. Pra ver como a gente realmente não presta atenção na hora de colocar pessoas como padrão.

Próximo dado importante: 60,6% não se sente influenciado pela mídia, enquanto que 39,4% diz que sim.

Agora, as pessoas sabem que existe um padrão vigente, mas não é por causa da mídia que elas vão gostar desse padrão. E vou provar isso com a última pergunta pertinente: qual o gosto PESSOAL?

Pois é, blogs de beleza, até eu fui surpreendida! A maioria (39,4%) não liga pra tipo físico. Acham lindo quando a pessoa tem caráter, personalidade, é engraçada, tem gosto em comum... e parece que responsabilidade apimenta a relação, hein? Se for assim, pfvr, me procurem! ;D Brincadeira!! Dentro desses 39,4%, coloquei também quem se interessa por gestos e sorrisos mais do que pela aparência em si.

Bom, dos tipos físicos colocados...
Homens magros e não sarados foram a preferência, estilo "nerd" (magrelo) e gordinhos vem depois. A maioria curte uma "beleza natural", foi isso que me mandaram. Cara de novinho também encanta. Altos e baixinhos, nessa ordem. Morenos e loiros, nessa ordem.

Mulheres baixinhas, delicadas e "magras sem serem fitness" foram preferência geral. A minoria esmagadora gosta de gordinhas (menos de 10%). Nenhum falou "super magra", mas tem uns amigos meus que gostam, então, eu sei que existem.


Analisando preferência sexual, vi que bissexuais preferem (80% deles) personalidade a aparência, ou seja, não tive um padrão físico quando se tratou deles. Homens homossexuais ficaram oscilando entre personalidade e aparência, e a aparência era bem diversificada, desde os rústicos até os magrinhos, dos loiros aos morenos, barba e sem barba, alguns davam "duas respostas", ou seja, perfis bem diferentes. Mulheres homossexuais representaram um grupo muito pequeno, e as que responderam foram bem sinceras: aparência não importa. Homens héteros... 60% não liga para aparência, os que ligam, preferem magras. Mulheres héteros, legal que achei um padrão: as altas só pedem para que o cara seja mais alto que elas. Outros dados: 44% prefere magro não-definido, 38% não liga para aparência, os outros 18% gostam de gordinhos ou não especificaram.

Agora, minha conclusão:
Por mais que as pessoas acompanhem as mídias, e até mesmo se digam influenciadas pelos padrões impostos, o padrão pelo que procuram fala mais alto que uma capa de revista. Você pode admirar um ator, uma atriz, admitir que "é bonito" dentro de um padrão, mas não significa que vai querer aquele tipo de pessoa do seu lado.

Pedi idade, gênero e preferência para ter uma melhor noção das respostas, e não consegui um padrão, ou seja, não ter padrão é um padrão! Você gosta do que gosta. Juro, estava com um tremendo preconceito, achei que teria que lidar com coisas como "mulheres de corpo sarado" e "homens fortes" nas respostas de gosto pessoal, mas foi o que não apareceu. Moços e moças, hétero/homo/bi, não tive padrão formado em nenhum dos casos, apesar de ter as preferências que citei acima.

Aí alguns vão me falar: "Okay, mas você citou que magros são uma preferência esmagadora, isso invalida tudo o que disse sobre não ter padrão". Infelizmente, ainda é uma realidade, não só nas mídias, mas dentro das casas das pessoas, mas o que quero provar é que o padrão vigente não existe, aquela coisa de corpo da revista.

Aí agora vem um ponto negativo, uma coisa que me incomodou muito: por que as pessoas que querem falar "nem forte, nem gordo, nem magro" usam o termo "normal"? Entendi o que vocês quiseram dizer, mas "mediano" seria mais apropriado. Porque parece que vocês estabelecem um padrão também. Vamos imaginar assim: em uma população com mais de 70% de gordinhos, o "normal" é gordinho. Normal, dentro de uma norma, de um padrão, entendem? Não é sinônimo de mediano. Mas isso foi apenas um desabafo, não me apedrejem.


Algumas respostas que me chamaram a atenção, e eu me senti na obrigação de comentar:
"Alto, corpo magro ou normal, não dou muita importância para beleza, prefiro mais que seja bem humorado, bom de papo, divertido. Mas tenho queda por loiros, hahaha." - Moça, seu padrão visual é alto, magro e loiro, isso não significa que seu marido será assim, mas significa que você olha para homens assim e se encanta, é perfeitamente comum. O problema é depois que o cara abre a boca pra falar, né?

"Engraçado, entenda de jogos, goste de rock ou metal, goste de assistir séries, o físico não importa, porque o carisma muda o semblante da pessoa." - Moça, você se interessa por gostos, mas disse que o carisma muda o semblante, gostaria de saber se você realmente não liga pra semblante, ou se tem algum específico que te atrai, mas depois que abre a boca te deixa horrorizada.

"Gosto de homem que demonstra ser responsável, maduro e honesto. Nunca (NUNCA!) gostei dos mais bonitos, considerando o padrão imposto (cara fortão, olhos claros e tal). Sempre gostei dos magrelos, baixinhos, mais morenos, com barriguinha, olhos escuros, pode ser vesgo, manco, gago... Eu curto a pessoa, quem ele é por dentro e mesmo assim só tomo fora. Tá tenso, sabe?! Nem quem está fora do padrão me quer. #ForeverAlone Eu sou magra e alta (1,72m e 54 kg), cabelo loiro escuro, comprido e olhos castanhos. Homem gosta de baixinha, que tenha onde pegar, cabelão liso e etc. Aproveitei para desabafar aqui. Hehehe." - Você sabia que eu iria colocar seu comentário aqui, com certeza! Esse aqui foi a maior prova do que estou falando. Ela tem o corpo dentro do padrão e veio desabafar que só toma fora. Moça, você com certeza é linda. Só tem que melhorar esse dedo aí, tá escolhendo mal, amg. Tire um tempo para cuidar de si mesma e vai ver que a pessoa vai aparecer sem você nem perceber.

"O conjunto todo tem que ser harmonioso (minha definição de harmonia). Já conheci uma pessoa que tinha todos os traços e estilo de minha preferência, mas eu não achava ela bonita, foi ai que vi que o negocio funciona diferente." - Ou seja, nem nosso próprio padrão de gosto pessoal pode ser algo tão válido assim.

"Não acho que a beleza da pessoa seja fundamental. Pode ser clichê, mas prezo pelo caráter. Rostinho bonito qualquer cirurgia plástica faz, mas o que a pessoa tem por dentro, é só dela. Creio que para me apaixonar por alguém preciso ver suas atitudes, a forma como a pessoa se preocupa e está disposta a cuidar de mim. Independente de ser um rostinho lindo, ou de ter um corpo sarado. As pessoas hoje em dia (principalmente mulheres) ficam se martirizando, tentando parecer com as 'modelos de beleza' que a mídia impõe e acabam se esquecendo da sua própria essência. Isso só serve como auto destruição. Se você só preza pela sua beleza e esquece quem realmente você é, você se perde. Então acho que é isso, as pessoas deveriam se preocupar menos com as bonequinhas apresentadas como padrão de beleza e se preocupar com o seu ser interior." - Essa moça quis discursar, achei válido o discurso, apenas friso que gostar de se arrumar não é pecado. Quem se arruma para si, melhora a autoestima, ainda que não se arrume dentro dos padrões, e sim de uma forma original, própria. E quem não quiser, não o faça, também não é pecado! Achei legal o desabafo.


As pessoas nesse questionário conseguiram me convencer de que, apesar de ainda existirem conceitos de belo associados ao nosso físico, não são eles que vão ditar de quem devemos gostar. Então, decreto que somos livres para gostarmos de e sermos gostados por quem quisermos! E aquela mensagenzinha de sempre:


Somos pftos! (L)'
Se precisávamos de uma prova para mostrar que "tudo muda, tudo passa até a uva passa", acho que uma pequena amostragem já é um começo. Nesse universo chamado USC, o que vale é ser feliz!

Obrigada pela paciência!
Tenham uma boa semana! (:

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Assumindo os medos

Texto também postado em "Brain Damages".

Posso me considerar uma pessoa de muitos temores, e a maioria deles certamente é irracional, mas é até uma coisa positiva. O temor me ensinou a ser prudente, assim como senti-lo me ensinou coisas como "não julgar", "não maldizer", "escutar". E, mais do que isso, aprendi a acolher as pessoas quando elas mesmas se sentem assim, porque posso não saber exatamente pelo que elas passam, mas sei que não é legal. Vejo as pessoas brincando com as inseguranças e os medos das outras, e isso me deixa incomodada, especialmente quando o tom de menosprezo é evidente. Ninguém é obrigado a deixar de lado o que sente só porque o coleguinha acha estúpido, até porque isso não ajuda em nada! Já tentei negar meus medos, muitas e muitas vezes... só consegui piorar. Quando assumi que os tinha, foi mais fácil começar a trabalhar um a um. Claro, ainda sou uma pessoa que tem lá seus milhares de medos, mas exatamente o fato de tê-los assumido já faz com que eu reconheça que, um dia, terei de enfrentá-los, e com certeza será no dia em que eu menos estiver preparada.


Acho que ela pensou em mim quando falou isso!
Já tive uma pessoa que ficou na minha orelha durante muito tempo falando que "era besteira", até o dia em que ele me viu chorar por ter tentado segurar demais um medo. Depois, ele tentava me fazer enfrentar os medos, isso não ajudava em nada, não é um processo pelo qual a gente simplesmente passe, e pressionar é uma forma de detonar nossa auto estima. Então, até mesmo a melhor das intenções pode ser a pior coisa do mundo. Por último, ele teve começou a ter os próprios medos, e foi aí que a empatia surgiu (tarde demais, devo acrescentar). Esse caso foi o mais marcante, mas tiveram alguns engraçados também, como um grupo de amigas que me menosprezava por ter medo de filmes de terror, e quando elas assistiram "Ring - O Chamado" na minha casa, ficaram com medo de ir até o banheiro, porque a casa era muito antiga e meio macabra (eu admito, mas morei lá a vida inteira, então, já não sentia mais tanto medo). Elas me contando no dia seguinte, me senti na obrigação de rir, porque falaram tanto na minha orelha... "Cadê as corajosas agora? Eu avisei que não ia dar certo assistir filme de suspense ali." Bom, eu avisei mesmo! Sou tão medrosa que sei quando as pessoas sentirão medo.


Para que tá feio!
Tem também aquele amigo sempre cheio de boa intenção que tenta te poupar até de um sustinho, te tratando como se você fosse de porcelana. Não é porque você teme algo que se torna uma pessoa incapaz. E aí pode acontecer uma série de coisas: você se acomoda com as facilidades; você se afasta da pessoa por não querer que ela fique no seu pé; você briga com a pessoa, e aí ela te trata como criança; ou (a minha preferida) vocês sentam, conversam e param com isso. Simples, né? Ainda não perdemos a condição de humanos, queridos amigos. É ótimo sabermos que podemos contar com vocês para tudo, mas não queremos, além de tudo, nos sentir um fardo em suas costas. Amamos vocês.

Não, não falei que tenho medo de lápis!
Sempre digo a todos que já acolhi: não adianta tentar enfrentar os medos por alguém, ou estar ao lado da pessoa como chiclete, grudado, achando que vai conseguir "curá-la", esse processo é lento, íntimo e doloroso, apenas esteja lá para a pessoa não se perder, ou simplesmente esteja lá, isso é um conforto por si só. Nunca vou poder passar por uma situação que não é minha, porque não saberei lidar com ela! Vocês também não sabem lidar com as minhas! Vamos apenas praticar a empatia, acho que essa é a melhor forma de a pessoa saber que não está sozinha, certo?


Meça sua indiferença, parça!
E a quem tem medo: não sinta vergonha. Passar por tudo que um medo nos faz passar já é doloroso por si só, e a vergonha causada também é um medo: o do que as pessoas vão pensar. Ou seja, medo de ter medo pras pessoas não saberem que você tem medo. Nossa, dá um nó, né? Pra que complicar, se assumir é mais fácil?

Ah, e tem aquela frase clichê: assumir o medo não é sinal de fraqueza, e sim de força!

Esse foi só um desabafo curto.
Obrigada pela paciência!
Tenham uma boa semana! (:

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Friendzone - uma retratação

Bom, resolvi fazer essa postagem como uma forma até de retratação. Demorei um bom tempo para colocar as ideias no lugar, mas, no final, a verdade tem que ser dita. Eu sempre pensei na Friendzone pelo lado pessoal. Só quem fica na Friendzone sabe como é ruim. Na minha postagem, elenquei algumas coisas que as pessoas poderiam acabar desentendendo, outras... até eu mesma poderia dizer que fui machista, mas não foi bem a minha intenção! Vou fazer um resumo em tópicos:

Feels!

- O surgimento da Friendzone nas redes sociais, e isso eu deixei bem claro, é fruto de uma tentativa de coação de uma das partes. Expor a pessoa na Internet NUNCA é bom, e sempre vai acabar mal pra quem expôs. Acho que mostrei que sou a favor de friendzonear um/uma babaca se ele/ela tentar te coagir. É perfeitamente plausível e justificável. Mas aí entra a parte na qual vou me retratar: friendzonear a mesma pessoa SEMPRE é burrice. Vai chegar uma hora que você vai precisar colocar um ponto final. Desculpa, não dá pra ser amigo de quem só nos atazana e não parece que quer nosso bem. Não tenha medo de dar um ponto final, mas faça isso pessoalmente e com alguma testemunha de confiança (um amigo que não seja em comum é uma boa pedida). Se a pessoa não parar de te perseguir, ela é uma stalker, ou seja, vira caso de polícia.

Sai daqui, seu doido!

- Não sou a favor das imagens, apenas usei para ilustrar. Acho que esses "memes" de Friendzone são exagerados, dão muita importância a um assunto tão simples e pessoal.

- Quando falei das pessoas aproveitadoras, falei de homens e mulheres, e esse ponto tenho certeza de que deixei nítido. As pessoas costumam se acomodar, SIM! Jamais retirarei isso. Se acha normal abusar de uma pessoa boazinha, só porque "ela deixa", você não é uma pessoa legal. Agora, se você pediu pra pessoa parar, e ela não parou... não, não vou falar que problema dela, o problema é seu. Ela acha que merece ser recompensada por ser tão boa pra você, e você não é obrigada a nada, então, o melhor que pode fazer é se afastar. E se a pessoa continuar te perseguindo, mesma coisa do item 1.

- Quanto ao meu caso de Friendzone, atualmente, estou separada. Então, voltei pra Friendzone geral, obrigada!

Tipo isso!

Bom, era mais isso que eu queria acrescentar nos tópicos, e queria deixar uma mensagem, reforçando uma coisa que coloquei ali em cima:

Gentileza não dá atestado de boa índole a ninguém. Se você é gentil, mas acha que merece algo em troca, seus motivos não são nobres. Ninguém é obrigado a te dar nada em troca. Foi gentil? Fez, porque quis. Não cobre de quem não te deve nada!

Acho que ela falou tudo!

Obrigada pela paciência!
Desculpem os transtornos!
Ainda estou em processo de desconstrução.
Tenham uma boa semana! (:

domingo, 15 de março de 2015

Enquanto isso, no fantástico mundo de Bob...

A quem interessar:

Estava passando por aqui para deixar reticências no blog, afinal, ele ficou meio que jogado às traças, mas vi que as pessoas continuam olhando. Juro, ontem tive cinco views, e nenhum deles é meu, porque já não entro faz mais de uma semana. Ao mesmo tempo, nunca recebi um e-mail no contato.mugu@gmail.com e os comentários continuam sendo os mesmos 8 (sendo que 4 são respostas minhas). Estou engajada em um projeto bem de crítica com a minha super parceira Lika Sagi, mas a parte mais branda acaba ficando de lado, que é esse papo legal que tenho com vocês (ou não) aqui no Mugu! Acho que vocês também acham isso, pois continuam acessando! E eu adotei esse apelido, nada mais justo que fazer com que dê certo.

Bom, eu pretendo voltar. A reformulação do blog está quase pronta. A postagem sobre Play Station também. Vou me comprometer a fazer um post por semana, no mínimo, e deixarei do lado o link direto pro Brain Damages, que é minha parceria com a Lika. Só entre ali quem estiver disposto a ver um outro lado meu, mais crítico, talvez, não sei.

Quanto ao Games, estamos ainda pensando se vamos recomeçar o projeto. Então, por enquanto, está ali, parado, fofinho. Dedos cruzados para ir pra frente!

Obrigada pela paciência!
Tenham uma boa semana! (: